Ela travou a costela inesperadamente…

O que o corpo estava tentando dizer?
Ela segurava uma caixa quando fez uma torção do tronco e sentiu uma dor súbita do lado direito das costelas. A partir dali, respirar fundo e girar o corpo ficaram difíceis. Na avaliação clínica, realizamos a termografia, que mostrou uma alteração térmica justamente na região dolorosa, compatível com um processo inflamatório local. O quadro indicava uma disfunção mecânica da mobilidade costal, e o tratamento foi realizado por meio da quiropraxia, buscando recuperar o movimento da região.
Mas uma pergunta chamou nossa atenção: por que naquele momento? Durante a conversa, descobrimos que ela atravessava uma mudança importante: o filho havia se casado e saído de casa. No olhar do DNA Code das Emoções, além da alteração física, observamos a lateralidade e o contexto de vida. A costela estava travada do lado direito, território que, dentro dessa leitura, relacionamos às questões pessoais e afetivas.
As costelas também são interpretadas no DNA Code a partir do status, do posicionamento diante da vida e do vazio existencial. Quando um filho sai de casa, não muda apenas a rotina: pode mudar o papel daquela mãe, sua presença e até a percepção do seu lugar. Então surgiu uma pergunta que foi além da costela: “Qual é o meu lugar agora?”
O movimento com a caixa explicou o mecanismo físico da lesão. A termografia ajudou a enxergar a alteração, e a quiropraxia tratou a disfunção encontrada. Mas a história daquela mulher nos convidou a olhar também para o momento que ela estava vivendo. Porque, às vezes, além de perguntar “onde dói?”, vale perguntar: “o que estava acontecendo na sua vida quando o corpo travou?”
Se o corpo fala, o DNA traduz.